[Washington, D.C.] Conhecendo outro vivo não-morto

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[Washington, D.C.] Conhecendo outro vivo não-morto

Mensagem por Jace Louis Sefton em Dom Jan 17, 2016 9:43 am


Crazy and Bitch
I'm Criminal, Darling




Havia optado por dirigir o carro e levei meu pai e o emprego para o condomínio do irmão dele. No caminho pude ter a chance de ver mais o empregado do que vi nesses 7 anos que ele trabalha na casa. Seu nome era Gilmar e ele tinha um irmão mais velho chamado Kodir e uma irmã mais nova chamada Kia, não fiz questão de perguntar sobre ela, mas senti certa amargura conforme ele mencionava ela nas coisas.

Pela primeira vez em muito tempo, meu pai estava quieto e eu agradeci por isso, me sentia quase feliz por não ter nenhum lembrete de como agir e coisas do tipo. Gilmar comentou que estávamos chegando, faltava cerca de 15min, contudo meu pai acordando atrapalhou os planos. Ouvi uns gemidos e vi pelo retrovisor meu pai se levantando, mas não falei nada e esperei alguma coisa nojenta que o mesmo falaria sobre eu dirigir mau, ou algo do tipo.

A surpresa sobre ele acordar, foi que ele estava diferente, e eu lembrei da Casa Branca e os mortos que vi lá. Olhei pra estrada e pra Gilmar que estava tentando afastar o meu pai dele, mas isso fez com que meu pai tentasse me pegar. Eu tentei me esquivar, mas só consegui soltar o cinto de segurança e fiz a coisa mais impulsiva: abri a porta e me joguei pra fora do carro.

Cai com as mãos no rosto pra não me machucar tanto e enquanto rolava ouvia o barulho da capotagem. Gemi baixo enquanto me levantava do chão aos poucos e tirava a katana das minhas costas pra poder me levantar melhor. Olhei envolta e estava na reta final da cidade para a vila residencial de Washington DC. Passei as mãos pelo corpo verificando ferimentos e notei o lugar envolta, alguns corpos inertes no chão, poucos carros na avenida e algumas lojas de roupas, lanchonetes e um hotel.

Alonguei um pouco meu pescoço e braços, respirei fundo e peguei a katana do chão para sair dali depressa. Não sabia se Gilmar estava vivo e pouco importava se estivesse, meu pai se fora e era menos um problema pra mim. Minha vontade era gritar algo, mas com os mortos por aí, não iria abusar da sorte da rua estar vazia. Rumei para o hotel cogitando ir na lanchonete, mas renegando a ideia porque o hotel teria uma cama limpa e comida com maior variedade. “Na teoria pelo menos seria assim.”

Abri a porta e ouvi os gemidos baixos quase uma trava automática que eu tivesse acionado, e uma trava com mais de uma origem de barulho pelo que ouvia. Passei pela porta e a travei por dentro com um ferro de correntes separando a área da porta da sala do hotel. A recepção não era tão grande e foquei mais no balcão do local. Coloquei a bainha da katana em diagonal do ombro até o quadril e fiquei com a katana em mãos enquanto dava volta no balcão achando então a origem dos gemidos.

Dois trabalhadores do hotel “mortos” comendo o terceiro trabalhador ‘morto’ só que esse último estava inerte. Nunca um menaje foi tão nojento quando aquele, e pra encerrar as atividades íntimas bati no balcão chamando-os: - Assholes. - Poderia dizer que foi rápido, mas não foi, me senti em câmera lenta quando os dois levantaram e eu andei pra trás dando espaço para eles virem e em dois movimentos de rápidos, cortei suas cabeças.

Os corpos sem vida nas duas vezes caíram no chão logo após as cabeças, evitei o cheiro e passei por eles olhando o interior do balcão vendo o que tinha ali. Encontrei o cartão mestre dos quartos, e algumas mochilas que deveriam ser deles mesmos. Levantei tudo para cima do balcão, com apenas uma mão e antes de verificar o conteúdo, me virei para o corpo que está sendo comido e enterrei a katana na testa o máximo que pude.

Não quero surpresas mordendo minha perna, seria ruim me transformar em tão pouco tempo sem meu pai. Estava quase feliz por estar enfim livre, mesmo que fosse uma coisa mínima perto do que meu pai deveria ter sentido, já que o império de soldados e agentes morreu defendendo-o e tudo que ele prezava se foi. Apesar de valorizar um pouco o lado dele, sorria malicioso porque era bem feito pra ele por tudo que já havia causado.

Respirei fundo e tentei tirá-lo da minha mente, ele morreu então bora achar coisas antes de ir pra cozinha. Haviam 5 mochilas no total e achei:  roupas de diversos tamanhos da parte feminina; duas caixas de OB que não me importei em saber se estavam abertas; um teste de gravidez; duas próteses de silicone pro sutiã; uma caixinha de camisinhas fechada; um maço de cigarros Marlboro aberto com alguns poucos faltando; um isqueiro prata com desenhos de chamas; carteiras com coisas agora inúteis como cartões de crédito e fotos de famílias; e o último item foi um balisong, canivete borboleta.

Não resisti e segurei o canivete na mão livre, tirei a trava e o balancei para trás, girei e forcei para baixo um pouco, e então estava aberto. Deslizei o dedo para a base empurrei pra fora, fiz um arco, balancei pra baixo para a lamina virar e forcei a perninha contra meu peito para fechar já travando de novo. “Com certeza já tenho meu xodó.” Coloquei o canivete no bolso direito na parte de trás da calça e escolhi a mochila mais normal, sem rola, sem aqueles chaveiros que me prenderiam em coisas por aí.

Peguei justamente a mochila de onde estava o canivete, era preta e de couro com dois bolsos grandes e daquele estilo organizado por dentro. Coloquei o maço de cigarros e o isqueiro no bolso dianteiro esquerdo, a caixa de camisinhas da abertura de dentro da mochila e fechei-a completando essa primeira coleta. Olhei para as coisas femininas ali no balcão, dei de ombros e fiz o caminho de saída daquele canto, segui para a cozinha, mas ouvi um barulho de uma porta no caminho.

Semicerrei os olhos procurando zumbis pelo local, pelos corredores envolta, mas nenhum à vista, então virei-me para a porta e tinha uma plaquinha quebrada de “Boss”. Provavelmente do gerente, ou alguém mais acima ainda, mas não tinha conhecimento dessa hierarquia e pouco importava isso agora. Testei a porta e precisei forçar com calma, havia uma cadeira pequena forçada contra a maçaneta.

Revirei os olhos e imaginei se não tinha nenhuma cadeira melhor pra trava a porta, mas permitiria a pergunta ficar no ar. Sentia o gostinho de aventura com na Suécia seis anos atrás, quando me passei por bancário pra descobrir contas falsas de senadores que meu pai pressionava. Era um frio na barriga pelo novo e devido aos mortos estarem vivos, muita coisa era nova e eu provavelmente teria esse frio como costume.

Segurei a cadeira com a mão direita, virei a espada para baixo e segurei a porta apenas para ouvir o barulho com mais clareza e calma. “Não acredito que é um ronco.” Sorri pela ironia de achar alguém dormindo tão tranquilo assim, fiz uma sequência de efeito dominó com a abertura da porta e a movimentação da cadeira pra frente, arrastando no mínimo.

Logo que entro na sala, percebo ser um escritório muito bem mobiliado e que a cadeira estava quebrada. “Talvez forçaram ela e a quebraram um pouco.” Brandi novamente a katana e fechei a porta de novo sem trancar, apenas fechando a trava com cuidado. Olhei o local e havia uma mesa de reunião bem no meio da sala, e mais ao fundo dois sofás.

Semicerrei os olhos e fui com calma até lá, olhei os cantos abaixo da mesa só confirmando que poderia prosseguir e me aproximar do garoto deitado no sofá. Brandi a espada na direção do garoto e chutei o sofá chamando num tom de voz comum: - Acorda garoto. - Fiquei com a katana pronta para usá-la, mas igualmente esperava não ser necessário por renegar os tipos de ações que meu pai aprovaria. Não era o meu pai e apesar de confiar raramente, eu tinha uma imaginação maior que a dúvida, então me permiti esperar por ele acordar.

Enquanto esperava a Bela Adormecida acordar, percebi que era de pouca idade e não deveria ter mais do que quinze anos. Contudo era magrelo, então dizer que tinha dezessete poderia ser o mesmo que ter catorze e ser alto e magro, dificilmente teria diferenças no rosto significativas. As roupas pareciam comuns e quase normal com aquela carinha dormindo tranquila e relaxada.







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Re: [Washington, D.C.] Conhecendo outro vivo não-morto

Mensagem por Soud Asoukalf Nasalter em Dom Jan 17, 2016 2:18 pm

Nobody's perfect

Soud só precisava procurar alguma coisa pra comer, seu estômago estava doendo e seu corpo já não tinha mais forças para continuar caminhando em busca de algum alimento. O garoto ficou muito tempo dentro daquele hotel sem nenhuma ajuda, estava solitário e se escondia sempre que pudesse, não queria ser visto pelas criaturas assombrosas. Os passos que o mesmo dava tentavam ser acelerados, para que conseguisse chegar num lugar que antigamente ele chamava de cozinha, mas agora criou outro nome e o chama de paraíso. Ficar tanto tempo sem ingerir nada no estômago o fez perceber que viver sozinho naquele caos era uma coisa de idiota, ainda mais para uma criança sem amparos. O loiro conseguiu achar uma laranja pequena dentro da geladeira de um quarto do hotel que estava aberto e não havia se quer uma pessoa viva para contar história, o móvel já não funcionava mais, mas tinha pelo menos algo para o mesmo saciar as dores constantes de estômago. O menino pegou sua faca de caça e descascou o fruto para ingerir o líquido doce e açucarado, lambuzando seus lábios e deixando escorrer no canto de sua boca. Um sorriso sincero surgiu ao perceber que havia conseguido algo para comer. Deslizou as costas de uma de suas mãos para limpar o excesso a sujeira e então decidiu deitar no sofá daquele quarto de hotel, fechando a porta de entrada e ficando sobre o móvel que daria uma espécie de conforto temporário. Sem querer o garoto adormeceu, pois estava cansado e não aguentava mais ficar acordado. Durante os minutos que passou dormindo, um pesadelo foi o suficiente para que ele desistisse de tudo.

“O pai do garoto não sabia o que fazer para manter o garotinho vivo, não tinha forças para comandar o que ele deveria fazer. – Corra Soud, corra! – Isso foi a última frase que o loiro escutou antes de recuar os passos e sair da sala grande para fora dali. Um suspiro cansado soou de seus lábios enquanto deslizou um de seus dedos pela maçaneta e abriu a porta para cair fora dali. O menino voltou a olhar para o homem que cuidou deste por longos períodos, mas a cena que viu foi de se assustar. Várias lágrimas surgiram em seus olhos quando analisou o homem caído com uma das mãos esticada para trás, cabeça para cima, olhos abertos e as pernas sendo devoradas por uma criatura monstruosa que atormentava a cabeça do menor, toda vez que ia dormir.”

Seu corpo tremia e uma quantidade de suor razoável deslizava por sua testa, deixando seus cabelos úmidos. Desconfortável o garoto se remexeu no sofá onde estava dormindo e tendo aquele pesadelo, até que foi acordado por um homem que chutou o móvel em que o menor estava deitado. – Pai! – Gritou com medo enquanto olhou de um lado para o outro e apenas viu um indivíduo desconhecido, que jamais havia visto antes, que nunca teve contato. – Quem é você? – Perguntou incrédulo ao ver outra pessoa sem ser um morto vivo. – Por favor, não me machuque. E-eu juro que não sou um deles. – Disse gaguejando enquanto ia mostrando os braços, pernas, pescoço e levantando a camisa para que o outro conferisse que não havia nenhuma mordida ou machucado que pudesse o fazer se transformar.



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Re: [Washington, D.C.] Conhecendo outro vivo não-morto

Mensagem por Jace Louis Sefton em Dom Jan 17, 2016 9:28 pm


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O garoto acordando não me foi nada esperando, chamou o pai e quando me viu já ficou assustado perguntando quem eu era. Talvez fosse pela espada apontada pra ele, ou porque eu não era o seu pai e o mesmo já deve estar morto. Após as primeiras reações assustadas depois de acordado, ele já foi se despindo mostrando que não foi mordido. Não pude deixar de sorrir e abaixei um pouco a emperor como se significasse que não queria nada de mau.

- Eu sei que não foi mordido, eu fiquei com um transformado tem alguns minutos atrás e sei que eles não roncam como você. - A ironia era que ambos já perdemos nossos pais, mas claramente o sentimento de perda é bem oposto já que meus pesadelos seriam com ele vivo e os dele devem ter sido com o pai sendo comido pelos mortos. Uma curiosidade que talvez esclarecesse porque ele estava sozinho: - Tem mais alguém com você aqui além de mim e dos mortos?

Lembrei de coisas da minha época no Canadá, claro que eu falhei e isso era um erro em minha história, mas eu tinha a experiência de ser desconfiado demais até com quem não apresentava ameaças. A ironia é que eu na idade dele já sabia matar e se meu pai tivesse um pouco mais de tempo pra mim, já teria me feito matar assim que me ensinou. Olhando pro garoto assustado, eu lembrava de mim fazendo coisas pro meu pai, desde polir armas, até carregar as munições durante as “caçadas” dele.

Logo já sentia o ódio por ele de novo, mas lembrando que ele virou um zumbi era praticamente perfeito. O garoto pediu pra não ser machucado, talvez só estivesse mesmo sozinho no hotel e sobrevivendo daqueles lanches caros de frigobar e coisas assim. O pensamento do garoto ter de sobreviver das comidas do frigobar foi o suficiente pra me fazer acordar um pouco, o mundo acabou e Jace Louis Sefton não era mais um camaleão para o governo.

Sorri com o prazer de estar livre daquelas circunstâncias de línguas que estudei, pessoas que matei e armas que empunhei durante missões. Me senti vendo um slide dos meus alvos e todos falando meu nome antes de morrer, despertando em mim uma pontada de compaixão pelo garoto pelo pai dele ter sido um pai de verdade. Engoli o gosto amargo dessas lembranças e passei pela espera de respostas: - Meu nome é Jonathan Christopher, mas pode me chamar de Jace.

#990000






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